Não há nada que água e sabão não lave a não ser sujeira de caráter.
Dona Orídia do alto do batente de sua janela observa tudo, observa o mundo, o seu e o de todos que na frente do esquadro da janela passasse, analisava, ponderava e considerava, sendo que suas avaliações nem sempre apresentavam resultados satisfatórios, nunca omitia seus pareceres mesmo que o cidadão/ã não se interessasse pelo resultado.
Cansada de brincar e brigar na rua, soltando papagaio e correndo de bicicletas emprestadas, não eram duas ou uma vez que chegava em casa com toda a sujeira do mundo no corpo, e dona Orídia logo dizia: rápido pro banho você ainda tem salvação a sua sujeira ainda é visível e recuperável, pois não há nada que água e sabão não consiga limpar, menos sujeira de caráter, essa imundice é interna e prá essa, o conserto são outros quinhentos.
Esse preceito tem acompanhado quase todos os que conheceram dona Orídia e é por isso que Esses sofrem as penas da gralha, mas não é por qualquer mil e quinhentos que irão chafurdar na lama.
Não sei se vale ou valeu à pena seguir esse princípio basilar, o certo é que a fome pode bater na porta, mas a integridade da formação moral continua intacta, afinal regra são regras como diria Maryana.

O caráter, esse mal/bemdito caráter, parece ser a nossa consciência. E dona Orídia estava certa
ResponderExcluirBanho, de chuva de cachoeira, de rio de banheira, chuveiro, de bacia, de assento... Todo ele é benéfico e até mesmo curativo, lava a alma mas não lava o espírito.
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