“Vamos chamar o vento
Vamos chamar o vento
Vamos chamar o vento
Vento que dá na vela
Vela que leva o barco
Barco que leva a gente
Gente que leva o peixe
Peixe que dá dinheiro...” - Dorival Caymmi
Vela que leva o barco
Barco que leva a gente
Gente que leva o peixe
Peixe que dá dinheiro...” - Dorival Caymmi
Dizem que a transição entre inverno e primavera provoca as variações de pressão, causada também pelas diferenças de temperatura promovem os ventos fortes nessa época do ano. Tempo seco, pele áspera, boca e nariz “trincados” cabelos “duros” e despenteados.
Sabemos desde o tempo do fundamental que o vento nada mais é do que o ar em movimento. Movemos-nos o tempo todo na tentativa de aerar a vida, procurando torná-la mais calma e menos ventania, por vezes conseguimos que ela seja brisa. O vento balança a vida.
“Vento, ventania
Me leve paraAs bordas do céu
Pois vou puxar
As barbas de Deus...
Vento, ventania
Me leve para
Os quatro cantos do mundo
Me leve prá qualquer lugar
Hum! Me deixe cavalgar
Nos seus desatinos
Nas revoadas
Redemoinhos...Vento, ventania
Me leve sem destino
Quero mover
As pás dos moinhos
E abrandar o calor do sol
Quero emaranhar
O cabelo da menina
Mandar meus beijos pelo ar...” - Biquini Cavadão
Dona Orídia em situação de anfitriã sempre dizia “Que bons ventos te trazem?” segundo ela o vento servia quase sempre para conduzir boas novas, arrebatadoras ou causar. Desde àquela época dona Orídia já sabia provocar, desencadear, causar no sentido literal da palavra (causava como ela só). Até mesmo em adversidades, tribulações, redemoinhos e furacões o vento que inicialmente pode assustar logo ele transforma, pois segundo dona Orídia "O que o vento traz, o vento leva" e só deixa o cheiro e a necessidade de mudança.
“Sei que faço isso
Pra esquecerEu deixo a onda me acertar
E o vento vai levando
Tudo embora...” - Renato Russo

