sexta-feira, 30 de março de 2012

Será?



Alguém sentiu falta da Dona Orídia?

É desde criancinha que Dona Orídia descobriu esse enigma da vida: Ninguém faz falta.

Mas, ela voltou, meio que alquebrada, “sem fôlego”, mas com a mesma verve.

Passou esses dias vivenciando um misto de alegria, sensação de ter acertado, jogado na milhar e compartilhado a cachoeira de prêmios com o povo goiano, a recompensa parece ser indescritível e até mesmo indizível. Mas, outro sentimento tem lhe afligido: a percepção que é impotente e faz parte de uma massa tão débil quanto ela, tem olhos e não vê, ouvidos e não ouve, boca que fala, mas não reverbera, tudo entregue ao planalto com as ambrosias, todavia, negociações à parte, os resultados até o momento, tem sido compensatórios e parece que os ventos estão favoráveis.

“Será só imaginação? Será que nada vai acontecer? Será que é tudo isso em vão? Será que vamos conseguir vencer?”
 
Dona Orídia em suas horas de folga, repouso mesmo (de pé), pois ela nunca descansava, fazia suas palavras cruzadas, assistia Zezé e Luciano (pois não se contentava em só ouvir) e improvisava alguns trocadilhos que eram inequívocos (no mínimo estranho, não?) era mais ou menos assim:
 
Acerca das palavras e seus contrapontos de essência (sem nenhuma explicação racional apenas sentimento):

Sol: masculina

Lua: feminina

Dia: masculina

Noite: feminina

Amor-masculina

Liberdade-feminina

Casamento-masculina

Ternura-feminina

Sexo-masculina

Sensação-feminina

Religião: masculina

Fé: feminina

Dinheiro: masculina

Troca: feminina

Lucro: masculina

Vantagem: feminina

Solidão: masculina

Saudade: feminina

Entre outras.